quinta-feira, 31 de julho de 2014

Welcome

Postado por Naia 31.7.14



Meninas e meninos, sejam muito bem-vindas a esse espaço. Aproveitem a oportunidade e mostrem toda a criatividade que reside nas cabecinhas de vocês. Vamos juntas encerrar essa experiência de aprendizagem com elegância e cientes de que cada uma colaborou com o melhor de si. Mãos à obra, então! :) 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Indignados, porém Instigados!

Postado por JAdieL LimA 13.2.13
Passei esse carnaval com preguiça, na morgação internético-facebookiana. Mas hoje resolvi escrever e, naturalmente, me postar contra a tudo o que faço normalmente numa semana como a do carnaval. Ou seja, ao nada. Não há muita coisa mais enlouquecedora do que o tédio. Resolvi tentar sair dessa, mesmo, foi pela vergonha que tive de estar em plena virilidade, em perfeitas e invejáveis condições físicas e, sobretudo, estéticas; porém não estar lendo ou produzindo tanta coisa quanto deveria ou gostaria, como (penso eu) era o caso da galera do Pasquim.

1969. Tarso de Castro, Jaguar, Sérgio Cabral, Luiz Carlos, Millôr, Claudius, dentre outros sentiam a necessidade de um outro jornal que compensasse a perda do tablóide humorístico A Carapuça, do recém-falecido Sérgio Porto. Como de prevenção às críticas repressoras, Jaguar sugere o nome ‘Pasquim’, fazendo remissão aos pasquins – do italiano, paschino, jornais ou panfletos difamadores. E pegou...

As edições normalmente faziam uma mistura bem simples entre humor, ironias, com uma entrevista como matéria principal, muita ilustração, textos curtos e frases polissêmicas. O sucesso foi tão grande que se chegou a vender 250 mil exemplares, algo quase absurdo pra um tabloide daquela época.

Assim como no caso das principais produções musicais, teatrais e poéticas daquele momento, expressar visões de liberdade, de pensamentos mais embasados e críticos e contra a própria ditadura era algo muito difícil e arriscado. "Quem tem jornal tem medo", como se dizia no próprio Pasquim. Mas tanto através dos textos e piadas como por meio do humor gráfico (nas charges e cartuns de Jaguar, Millôr Fernandes, Claudius, Ziraldo, Miguel Paiva, Henfil e de mais um monte de gente boa), O Pasquim conseguiu achar meios de driblar a Censura.
A linguagem bem elaborada de personagens como os Fradinhos de Henfil; do ratinho Sig, de Jaguar, fazendo intermediações nos outros textos; as tiras do Ziraldo, os cartuns e criações multitextuais do Millôr, que fazia de tudo; (sim, ia me esquecendo de fechar a frase inicial) a linguagem bem elaborada deles conseguia passar pela censura como se fosse um código estabelecido entre O Pasquim e os leitores. A censura não era muito inteligente.

Falando a verdade, a maioria dos censores gostava muito tanto do jornal quanto de quem produzia, mas tinham que sustentar a família. Muitos eram demitidos. Eram, de certo modo, obrigados a estar ali fazendo aquele trabalho de “anti-criação”.

Às vezes foi bem difícil e trabalhoso contornar a repressão, sendo que era necessário produzir muito mais material do que o que era aceito para ser publicado. O tabloide já incomodava. Em uma dessas vezes foi-se “longe demais”. Jaguar pegou a pintura do Grito da Independência e pôs um balãozinho no D. Pedro: “Eu quero mocotó!!”, se referindo ao sucesso de uma música do Jorge Ben Jor. Metade da equipe ficou em cana por dois meses. “Uma coisa é certa: lá dentro deve estar muito mais engraçado que aqui fora”, dizia a frase publicada numa edição remanescente.


Todos aqueles obstáculos da censura, da falta de liberdade, serviram para instigá-los a exercitar suas criatividades e suas visões, enfim, suas genialidades. “O humor é extremamente transformador. O humor é uma linguagem subversiva por si só. Ele vai sempre descobrir uma maneira de pular aquele muro que construíram pela frente. Não há maior alimento e incentivo ao humor que a censura", fala Miguel Paiva no documentário "O Pasquim - A subversão do humor"da TV Câmara.

O Jornal durou até a década de 90, sendo editado por um período apenas pelo Jaguar. Ziraldo retomou com edições especiais nos anos 2000 e ainda teve a Revista BUNDAS, que era naquele estilo despojado e com contribuição de grandes mestres do tabloide antecessor. O Pasquim influenciou a imprensa, a publicidade e os costumes de todo o Brasil. Além disso, foi responsável por espalhar diversos artistas gráficos pelo país, influenciando os humores de várias regiões.

Nada foi fácil. Afinal não dava mesmo pra ganhar muito dinheiro, mesmo com todo o sucesso. Então, fico pensando de novo na minha condição tediosa e no cenário de produção de humor gráfico no Brasil. Será que, porque não temos uma ditadura governamental, não temos motivos para nos instigar? A indignação mais recente que vi foi a do Diego Sanchez e da galera da página dos Quadrinhos Insones (que por acaso são ótimos) com a 'censura' do Facebook para imagens de conteúdo inadequado para menores de 18. Mas, mesmo que a restrição não seja válida, esse é o grande problema?

Acho até que o principal problema não é mais o de liberdade de expressão, comparando-se com o que já passou. O problema não está mais no dizer, mas sim na ação e na atitude do qual esse dizer vem acompanhado. E isso daí não se refere a um dizer individual. Ou, aliás, se refere sim: vai da atitude pessoal em relação às situações problemáticas individuais e sociais. Portanto, que eu me instigue, que nós nos instiguemos, sem tanto mimimi.


Taí as fontes:















http://maisquadrinhos.blogspot.com.br/2009/06/os-40-anos-do-pasquim.html
http://midiaalternativabypc.blogspot.com.br/2007/05/sobre-o-pasquim.html

http://historiaemprojetos.blogspot.com.br/2008/04/1969-nasce-o-pasquim.html

http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=materias&cod_materia=562

domingo, 27 de janeiro de 2013

A mídia contra Getúlio Vargas

Postado por Unknown 27.1.13


Depois da Revolução de 30, Getúlio Vargas se tornou presidente do Brasil, fato que acarretou expressivas mudanças no país, principalmente, pelo fato dele possuir poderes executivos quase ilimitados. O governo do “pai dos pobres”, como era chamado, foi muito “conturbado”, pois enquanto ele agradava e ganhava apoio popular com a famosa política do populismo com a criação de direitos trabalhistas e de sindicatos, por outro lado a criação de novos ministérios e nomeação de interventores de Estado, desagradava profundamente muitos estados que perdiam sua autonomia. Daí surge a famosa antítese a seu apelido: “Pai dos pobres. Mãe dos ricos”.

Enquanto os jornais noticiavam apenas informações oficiais, sendo mais uma assessoria do Governo do que um intermediário da opinião pública, a Revista Careta, periódico semanal que circulou por mais de 50 anos na cidade do Rio de Janeiro, se apresentava como um meio de contestação política através do humor e da ousadia.


Zé:  “Não tem medo de cair, Excia?”
Getúlio: Absolutamente. Estou garantido pelas duas fortes “correntes”
Revista Careta, 02/1934


Na Charge acima é possível observar os artifícios que Getúlio usava para se conservar no poder. Quando ele fala: “Estou garantido pelas duas fortes ‘correntes’” ele se refere à sua ligação com as forças armadas e com as oligarquias.


Zé - Qual é o fim dessa tal Liga  de Segurança, Exa.?
Getúlio - Ora, muito simples: segurar e “prender”.
Revista Careta, 09/02/1935, pág. 19


Essa outra charge faz uma alusão à Lei de Segurança Nacional que tinha como objetivo o combate ao comunismo, ela serviu como instrumento legal para o fechamento da ANL.





Zé – V. Exª não receia ficar envolvido com tantas “correntes”?
Getúlio – Não há motivos. Eu também conheço o “truc” de desvencilhar dellas...
Revista Careta, 31/03/1934, pag.01

Já nesta última, é possível notar a eminente habilidade que Getúlio tinha de manipular as alianças que eram feitas com as mais diversas correntes políticas. Essa sua faceta garantiu com que ele conseguisse dar sustentação às suas decisões.

Enquanto o rádio servia de porta-voz para Getúlio fortalecer ainda mais o seu discurso populista juntamente com os jornais como: O País, Jornal do Brasil e A Folha que estavam a favor do Governo e só noticiavam em prol do presidente, percebe-se que essa revista foi uma das únicas formas de expressão dos revoltosos que eram contra essa forma de governar.



Por Lia Mota Veras





A década é 1930. Apenas mais um período da ascensão humana. Tem uma guerra ali, morrem umas pessoas, mas não morrerão elas todos os dias? Tem a evolução e disseminação de um ideal acolá, mas já não estavam quase todos inseridos num ideal? Os cidadãos estavam mesmo sujeitos ao que era dito pelos magnatas do sistema da comunicação, subjugada aos ditados e tabus construídos pelo poder majoritário do Estado?

Como pode alguém, de fato, estar sujeito ao que é comunicado pela imprensa?

operarios

“Por que haveria eu, operário, que tanto trabalho e me alimento tão pouco, tão mal, e que, por obra do Divino, sustento a esposa e os quatro filhos; por que, repito, haveria eu de ler um jornal? A primeira evidência do meu desinteresse é este meio não mostrar nenhuma representação do meu cotidiano, ser exorbitantemente vago no que está relacionado à minha cultura.

Em segundo plano, destaco a forma como esta comunicação de magnatas expressa sua linguagem, tão distante intelectualmente daquela à qual utilizo no verdadeiro diálogo interpessoal na comunidade. Chega a ser vulgar o vácuo existente nesses pontos divergentes, representantes de dois extremos. Indivíduos de pensamento limitado estes no comando das comunicações! Mesmo sendo intelectuais diplomados, não cogitaram como seria adequado estabelecer um formato que aproximassem as duas realidades?

Porventura, chega algum modernista, desses que imaginam ter o poder da inovação nas mãos e propõe materiais coloridos nas publicações e outro que sugere mudar a linguagem dos materiais publicados. Qual o nível do impacto que pode ser percebido no meu dia-a-dia?”

O rádio havia ganho o seu merecido destaque no imaginário do povo. Ter uma voz com a qual conversar após um dia de trabalho cansativo, as novelas que entretêm a família, os jingles que conquistaram o seu lugar na cultura popular, estes fatores estavam todos, agora, ameaçados pela reascensão do jornal.

A publicidade acompanha os tempos. Seu DNA contém uma estrutura mutante: utilizou da visibilidade dos jornais; com a popularização radiofônica, adaptou seu material ao meio; e com a possibilidade de utilizar material em cores nos jornais, é reconhecida a utilidade da estética, o apelo visual às representações significativas dos objetos a serem consumidos.

Responde-se, portanto, uma das perguntas iniciais: Por que ler um jornal na década de 1930?twitter

Consumir.

Era essencial que o jornalismo impresso soubesse lidar com o novo apelo que se estabeleceu em relação ao uso de grafismos, elementos que chamassem a atenção para a estética. Seja com ilustrações nas reportagens, fotografias ou em material publicitário, dá-se todo o mérito à estética na utilização de materiais coloridos na composição do jornal. Todos são elementos que captam a atenção do leitor por quebrarem o comodismo da composição em P&B.

Aquele que não consome a informação ou não se informa sobre as novas tecnologias, não acompanham o ritmo da globalização. Ter acesso às informações representa não apenas estar submisso à estrutura da notícia, com fatos narrados sob perspectiva limitante do Estado; representa, também, consumir os produtos da globalização.

1930 já é década de um intenso fluxo de informações, constantes e contínuas, além das tecnologias sendo desenvolvidas e aprimoradas. A comunidade já não é composta de uma sistemática local: é resultado de influências externas, de elementos culturais importados que se aplicam tão bem ao brasileiro receptor de caracteres estrangeiros.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


DE SÃO PAULO



Folha alcançou a liderança entre os jornais brasileiros em dezembro de 2012, superando o diário popular "Super Notícia", de Minas Gerais, em número de exemplares diários em circulação.

O número de exemplares da Folha em circulação atingiu a média diária de 297.650, segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação) divulgados ontem.

O patamar, que inclui as plataformas papel e digital, representa uma alta de 4% em dezembro do ano passado ante o mesmo mês de 2011, superando em 26% a circulação de "O Estado de S. Paulo", que recuou 11% no mesmo período.

No acumulado do ano, a circulação da Folha cresceu 0,3%, enquanto o "Estado" teve uma queda de 4,9%.

De acordo com os dados do IVC, que audita cerca de cem títulos no país, inclusive publicações não diárias, o mercado de jornais cresceu 1,8% no ano passado.

Com o crescimento, a média diária de circulação no país foi de 4,52 milhões de exemplares, um recorde histórico, segundo a entidade.

DIGITAL

Segundo Pedro Martins Silva, presidente do IVC, o aumento foi impulsionado pela expansão das edições digitais de jornais, de 128% em 2012 ante o ano anterior.

"As edições digitais cresceram fortemente e vão continuar avançando, à medida que aumenta o acesso a dispositivos móveis e à banda larga no país e diante do maior investimento dos jornais nesse canal", afirmou.

Em dezembro, a participação dos exemplares digitais chegou a 4% da circulação dos jornais brasileiros. No acumulado do ano, a fatia representou 3,2% do total.

Dos cem títulos auditados pelo IVC, 24 já possuem uma versão digital da publicação, seja adaptada para leitura em dispositivos móveis ou apenas no computador, diz Silva. Dentro desse universo, as edições digitais representam 11% da circulação.

Em 2011, 17 jornais auditados pelo IVC tinham uma edição digital.

A estimativa do IVC é que a participação das edições digitais chegue a 6% neste ano, se mantido o ritmo de crescimento do número de jornais que disponibilizam suas versões nesse formato, de 120% ao ano.

Segundo Silva, a expansão do setor em 2012, de 1,8%, superou o crescimento da economia, o que não ocorre em outros países. "No resto do mundo, os jornais têm reduzido sua circulação, o que não ocorre por aqui", afirma.

VENDA AVULSA

De acordo com o balanço do IVC, as assinaturas de jornais tiveram crescimento de 3,4%. Já o número de vendas avulsas ficou estável.

Isso ocorre, segundo Silva, porque os "downloads" de edições digitais não são contabilizados como venda avulsa, por uma questão técnica.

Os dados consolidados do instituto mostram ainda que os jornais populares (de até R$ 0,99) cresceram 1,3% em 2012. Já os que custam mais de R$ 2,00 tiveram aumento de circulação de 1,4%.

NA INGLATERRA

O "Financial Times", segundo documento interno obtido pela imprensa britânica, vai reduzir a sua equipe em 25 profissionais (dos atuais 600). Pelos planos, haverá um corte de 35 jornalistas e a contratação de dez, todos para a área digital, uma das prioridades do jornal.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estratégias Jornalísticas

Postado por Unknown 23.1.13

O jornalismo é uma instituição que tem a função de atender ao interesso da população. O jornalismo deve está a serviço do público. O grande problema é que na história do jornalismo muitas foram às vezes em que este deixou de atender aos interesses da população para atender os interesses de empresas e de governos. Para amenizar essa problemática, surgiram estratégias, como a busca pela imparcialidade e pela objetividade.

No jornalismo brasileiro, o princípio da objetividade começou a ser aprimorado nos anos 20. Foi nesse período que houve uma espécie de importação do modelo jornalístico norte-americano. A partir dos anos 50, o jornalismo começa a omitir o seu ponto de vista com a finalidade de ser imparcial.

Segundo o autor Clóvis Filho, para reforçar o distanciamento do jornalista com o que ele escreve, surgiram várias práticas e técnicas para ajudá-lo nesse sentido em que a buscar da objetividade torna-se o fazer jornalístico. “As novas práticas eram também convenientes aos repórteres, a quem interessava o maior distanciamento possível do conteúdo de suas reportagens, eximindo-se, assim, de responsabilidades éticas e até jurídicas” destaca o mesmo autor em seu livro Ética na Comunicação.

Alguns defendem que não existe imparcialidade no jornalismo, outros defendem que não há objetividade. “A objetividade, jornalisticamente falando, é o esforço do jornalista para conseguir que seu conhecimento seja objetivo, ou seja, verdadeiro, adequado ao objeto que conhece” defende Clóvis Filho em seu livro.

A objetividade e a imparcialidade são dois temas bastante recorrentes nas discussões acadêmicas. Não há jornalista totalmente objetivo e imparcial, isso é fato. Mas há jornalista que busca essa imparcialidade e objetividade em suas matérias. Essas são estratégias que ajudam o jornalista a contar um fato amenizando as suas impressões e opiniões sobre o mesmo.