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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


DE SÃO PAULO



Folha alcançou a liderança entre os jornais brasileiros em dezembro de 2012, superando o diário popular "Super Notícia", de Minas Gerais, em número de exemplares diários em circulação.

O número de exemplares da Folha em circulação atingiu a média diária de 297.650, segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação) divulgados ontem.

O patamar, que inclui as plataformas papel e digital, representa uma alta de 4% em dezembro do ano passado ante o mesmo mês de 2011, superando em 26% a circulação de "O Estado de S. Paulo", que recuou 11% no mesmo período.

No acumulado do ano, a circulação da Folha cresceu 0,3%, enquanto o "Estado" teve uma queda de 4,9%.

De acordo com os dados do IVC, que audita cerca de cem títulos no país, inclusive publicações não diárias, o mercado de jornais cresceu 1,8% no ano passado.

Com o crescimento, a média diária de circulação no país foi de 4,52 milhões de exemplares, um recorde histórico, segundo a entidade.

DIGITAL

Segundo Pedro Martins Silva, presidente do IVC, o aumento foi impulsionado pela expansão das edições digitais de jornais, de 128% em 2012 ante o ano anterior.

"As edições digitais cresceram fortemente e vão continuar avançando, à medida que aumenta o acesso a dispositivos móveis e à banda larga no país e diante do maior investimento dos jornais nesse canal", afirmou.

Em dezembro, a participação dos exemplares digitais chegou a 4% da circulação dos jornais brasileiros. No acumulado do ano, a fatia representou 3,2% do total.

Dos cem títulos auditados pelo IVC, 24 já possuem uma versão digital da publicação, seja adaptada para leitura em dispositivos móveis ou apenas no computador, diz Silva. Dentro desse universo, as edições digitais representam 11% da circulação.

Em 2011, 17 jornais auditados pelo IVC tinham uma edição digital.

A estimativa do IVC é que a participação das edições digitais chegue a 6% neste ano, se mantido o ritmo de crescimento do número de jornais que disponibilizam suas versões nesse formato, de 120% ao ano.

Segundo Silva, a expansão do setor em 2012, de 1,8%, superou o crescimento da economia, o que não ocorre em outros países. "No resto do mundo, os jornais têm reduzido sua circulação, o que não ocorre por aqui", afirma.

VENDA AVULSA

De acordo com o balanço do IVC, as assinaturas de jornais tiveram crescimento de 3,4%. Já o número de vendas avulsas ficou estável.

Isso ocorre, segundo Silva, porque os "downloads" de edições digitais não são contabilizados como venda avulsa, por uma questão técnica.

Os dados consolidados do instituto mostram ainda que os jornais populares (de até R$ 0,99) cresceram 1,3% em 2012. Já os que custam mais de R$ 2,00 tiveram aumento de circulação de 1,4%.

NA INGLATERRA

O "Financial Times", segundo documento interno obtido pela imprensa britânica, vai reduzir a sua equipe em 25 profissionais (dos atuais 600). Pelos planos, haverá um corte de 35 jornalistas e a contratação de dez, todos para a área digital, uma das prioridades do jornal.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estratégias Jornalísticas

Postado por Unknown 23.1.13

O jornalismo é uma instituição que tem a função de atender ao interesso da população. O jornalismo deve está a serviço do público. O grande problema é que na história do jornalismo muitas foram às vezes em que este deixou de atender aos interesses da população para atender os interesses de empresas e de governos. Para amenizar essa problemática, surgiram estratégias, como a busca pela imparcialidade e pela objetividade.

No jornalismo brasileiro, o princípio da objetividade começou a ser aprimorado nos anos 20. Foi nesse período que houve uma espécie de importação do modelo jornalístico norte-americano. A partir dos anos 50, o jornalismo começa a omitir o seu ponto de vista com a finalidade de ser imparcial.

Segundo o autor Clóvis Filho, para reforçar o distanciamento do jornalista com o que ele escreve, surgiram várias práticas e técnicas para ajudá-lo nesse sentido em que a buscar da objetividade torna-se o fazer jornalístico. “As novas práticas eram também convenientes aos repórteres, a quem interessava o maior distanciamento possível do conteúdo de suas reportagens, eximindo-se, assim, de responsabilidades éticas e até jurídicas” destaca o mesmo autor em seu livro Ética na Comunicação.

Alguns defendem que não existe imparcialidade no jornalismo, outros defendem que não há objetividade. “A objetividade, jornalisticamente falando, é o esforço do jornalista para conseguir que seu conhecimento seja objetivo, ou seja, verdadeiro, adequado ao objeto que conhece” defende Clóvis Filho em seu livro.

A objetividade e a imparcialidade são dois temas bastante recorrentes nas discussões acadêmicas. Não há jornalista totalmente objetivo e imparcial, isso é fato. Mas há jornalista que busca essa imparcialidade e objetividade em suas matérias. Essas são estratégias que ajudam o jornalista a contar um fato amenizando as suas impressões e opiniões sobre o mesmo.